quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Meias às riscas e écharpes à tua volta

Começar com uma valsa.
Puis, ver beija-flôres a discutirem civilizadamente; um diz que a Noite é linda por causa da Lua, o outro diz que é a Noite que torna a Lua linda..
E nós na rua com os narizes colados, porque está frio. Passa por nós um menino de calções, parecia de madeira, a correr atrás de uma borboleta, parecia uma borboleta, e estava quase a apanhá-la.

(E quero-te com todas as cores, porque a minha mão na tua fica tão bem, e a tua saia no chão também)

Agora só me falta destruir a televisão, que eu só me identifico ou com um policia ou com um juiz, não sou tão opressivo. Quero é viver.
E sempre me fez impressão dizerem que um acordeão é muito grande, se não fosse não teria tantos botões, mas concordo que é grande. No entanto não me faz tanta impressão como gente conservadora.

Voltei a pensar no outro momento, aquele com o menino; talvez venha a saber o que realmente aconteceu mais tarde, quando ler nalguma parede, ou talvez não, mas gostava de ver o menino outra vez, ou melhor, gostava de ver outro menino atrás de outra borboleta, ao som de uma valsa, podia ser a mesma.

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